Teocracias à Portuguesa
Por Ricardo Silvestre • 7 Fev, 2008 • Categoria: Informação Jurídica, Nacionais, Notícias“Na abertura solene do Ano Judicial, D. José Policarpo fala aos legisladores de património comum universal. Na Sé Patriarcal, na presença de personalidades e responsáveis pelo exercício da justiça em Portugal, D. José Policarpo apontou, relembrando a Gaudium et Spes que “a lei divina e a lei natural são o fundamento sólido de uma comunidade de homens”.
O Patriarca de Lisboa apontou um desafio à cultura e à organização das sociedades, nomeadamente de que forma podem as leis ser “aplicação dessa lei primordial”, para serem “caminho para o homem, caminho de justiça e de harmonia”. Este constitui um problema cultural, pois a lei natural “é um património comum universal, presente em todos os povos e culturas e subjacente a todas as religiões”, apesar de ganhar forma nas próprias comunidades.
A ausência de lei “é antecedente da destruição do património original da dignidade da consciência”, evidencia D. José Policarpo. O Cardeal-Patriarca lembra que esta batalha se desenvolve no campo da educação e da cultura, mas também “na lucidez e na clareza humanista dos princípios com que se rege a Cidade”. E os cristãos “têm de estar na primeira linha dessa batalha, onde se ganha ou se perde a humanização da sociedade”.”

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Arrepia-me pensar que este “Don” está a falar para “legisladores” que são “personalidades e responsáveis pelo exercício de justiça em Portugal”.
E o fanatico do Mike Huckabee nos EUA não conseguiria dizer melhor, “a lei divina e a lei natural são o fundamento sólido de uma comunidade de homens”.
A “lei divina”…
Espero que não estejam os verdadeiros legisladores a prestar atenção a estes disparates. A “lei divina” é a “lei” escrita por homens sem formação jurídica, legal, ou moral, e que pululavam um pouco por todo o lado no Médio Oriente da Idade do Bronze.