Com certeza
Por Ricardo Silvestre • 4 Fev, 2008 • Categoria: Ciência & Educação, Departamentos, Internacionais, NotíciasEstudantes muçulmanas de medicina recusam-se a obedecer a regras de higiene desenhadas para combater a disseminação de vírus. A razão apresentada para este comportamento prende-se com a religião islâmica. Mulheres muçulmanas que se encontram em estágio em vários hospitais da Inglaterra levantaram objecções a dobrar as mangas das suas camisolas enquanto lavam as mãos, uma vez que esse acto é um acto de imodéstia segundo os cânones do Islão.
Universidades e o Sistema Nacional de Saúde Inglês receiam que haja um aumento de estagiárias que se recusam a cooperar com estas directivas. Estas medidas são consideradas necessárias para combater a propagação de infecções como a MRSA e a Clostridium difficile, que já vitimizaram centenas de pessoas.
Um relato da Universidade de Birmingham aludiu que muitas das estudantes muçulmanas preferem abandonar o curso de medicina do que cumprir com esta regra. Dr Mark Enright, professor de microbiologia no Imperial College London disse à imprensa que, “para lavar as mãos para reduzir o risco de MRSA e C.difficile, é necessário lavar toda a zona à volta do pulso. Não acho que deva ser feita qualquer excepção a esta regra com base em preceitos religiosos.”
No entanto a Islamic Medical Association já veio dizer que “nenhuma mulher muçulmana praticante de medicina (seja uma doutora, uma estudante, uma enfermeira ou até mesmo uma paciente) deve ser obrigada a mostrar os seus braços do cotovelo para baixo.” A Dr Majid Katme, que é a porta-voz dessa associação sugeriu que “devem ser produzidas luvas estéreis que se alonguem até aos cotovelos.”
Ver aqui.
Ou seja, mais uma vez, acomode-se os fanáticos religiosos, no lugar de se fazer cumprir as regras que todos os outros concordam e respeitam. Com certeza.
Se eu precisar ser operado, que não seja por enfermeiras muçulmanas.
Qualquer dia teremos hospitais muçulmanos para pacientes muçulmanos, com as normas de higiene em conformidade com as suas crenças. Imagine-se as estatísticas dos óbitos…