Doze anos para provar o paranormal
A James Randi Educational Foundation anunciou que o desafio que lançou há dez anos atrás para que fosse demonstrada qualquer actividade paranormal irá ter o seu fim a 6 de Março de 2010, doze anos depois do seu início.
A JREF Million Dollar Challenge é um desafio para que sejam provadas em condições de observação apropriadas quaisquer alegações de fenómenos paranormais, sobrenaturais ou de poderes e forças do oculto. Quem conseguir provar tais facto vai para casa com um milhão de dólares. Nos primeiros dez anos ninguém foi capaz de o provar, embora muitos tenham tentado a sua chance.
Segundo a JREF, o términos do desafio permitirá a libertação da verba para ser usada em aplicações mais produtivas.
Portanto, restam dois anos a todos os que quiserem provar as suas capacidades paranormais para irem para casa com um milhão de dólares nos bolsos. Voodoo, anyone?
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15 Comentários
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Helder
Apesar do seu ceticismo, gostaria que soubesse que fenômenos paranormais nada têm a ver com religião ou Deus; a parapsicologia é uma ciência reconhecida que estuda tais fenômenos e já ajudou, em várias ocasiões, a desmascarar casos atribuídos a deuses ou demônios. Além de fenômenos paranormais, existem outros, como supernormais ou extranormais. O que ocorre, no entanto, é que o paranormal não possui controle sobre o seu poder, não podendo invocá-lo à hora que quer e, é claro, temos muitos casos de fraude, o que pode ter contribuído para o fracasso do prêmio.
Para mais informações, veja: http://pt.wikipedia.org/wiki/Parapsicologia
Caro André,
Você pode dar-lhes os nomes que quiser. Aqui o que interessa é que nem episódios de psicocinese, nem reencarnações, nem estátuas que choram sangue, nem telepatias, nem chagas nas palmas das mãos passaram o teste. Isto significa que, independentemente da qualificação que você lhes queira dar, encaixam-se todas numa classe superior normalmente denominada “Treta”. É só isto que que a ausência de resgate do prémio prova.
Um abraço.
Ai, HELLder, como deve ser bom ser ateu, não é? Se alguma religião ou seita fala sobre algo polêmico, então vocês apelam para a Ciência para provar que essa religião está errada, mas se existe uma Ciência dedicada ao estudo desses assuntos polêmicos, então a Ciência também está errada. Desta forma, vocês, ateus, estão sempre certos e nós, teístas, somos um bando de ignorantes. Onde foi que eu li algo sobre manipular coisas para se obter o resultado desejado? Ah sim: “Não confio em gente que sabe exatamente o que Deus quer que elas façam. Sempre coincide com aquilo que elas próprias desejam.”.
Se o senhor tivesse lido meu post, teria visto que eu não descartei a hipótese de fraude: assim como existem falsos paranormais, também existem falsas fotos de discos voadores e falsos milagres e fantasmas, mas existem casos que a ciência não pode explicar. Quando estava na escola, tinha um professor formado em parapsicologia. Ele, em uma demonstração, através de sugestão hipnótica, fez com que as mãos de uma aluna suassem frio. Eu toquei e posso dizer que é verdade.
Mas você deve pertencer àqueles que, se amanhã vier um cientista dizendo que encontrou uma prova cientificamente incontestável que Deus existe, será um dos primeiros a dizer que, em seus cálculos, ele errou um sinal. Isso não porque você não acredita em Deus, mas sim porque você não quer acreditar em Deus. Consegue perceber a diferença. Sejamos sinceros: se é uma tolice acreditar que o mundo foi feito em sete dias e o homem foi feito de barro, é uma tolice maior crer que “No princípio, não havia nada. Então, houve uma grande explosão e o Universo começou a existir”.
André
A questão do princípio é mais complexa do que o André colocou. Qualquer que seja a hipótese que se coloque, com criador ou sem criador, pode sempre fazer a pergunta “e o que havia antes?”, daí que não se possa falar propriamente em tolice.
Quanto à questão do paranormal, vamos supor o seguinte: a ciência, na sua fase actual não encontra explicação para um dado fenómeno, por exemplo, o seu professor fazer suar as mãos da sua colega. Então, mesmo sem conhecer a explicação, é fácil construir um teste que verifique de facto se o seu professor consegue fazer suar as mãos de toda a gente que queira. Um caso, não prova nada, não é relevante. A sua colega podia sentir-se intimidada ou estar atraída pelo professor. Não interessa. Ou seja, mesmo não se sabendo explicar a causa é possível verificar a veracidade de um dado fenómeno. É uma questão de observação. A explicação para o fenómeno pode até permanecer na ignorância (certamente que por algum tempo), mas o efeito deve poder ser provável. Se não, não há sequer nada a dizer. Discutimos o quê. Hipotéticos fenómenos, hipotétcas explicações paranormais, com o sabor e forma que quisermos (se não se consegue provar, vale tudo).
O James Randi não dá prémios à explicações, dá sim aos fenómenos comprovados, com ou sem explicação.
P.S Você contradiz-se um pouco ao dizer que o paranormal não consegue invocar o seu poder quando quer, mas no caso do seu poder conseguia.
Na última frase deve ser:
P.S Você contradiz-se um pouco ao dizer que o paranormal não consegue invocar o seu poder quando quer, mas no caso do seu prefessor conseguia.
João
Se você tivesse lido meu post, veria que eu não me contradisse. O paranormal, de facto, não possui controle sobre seu poder, e eu não disse que o meu professor causou um fenômeno paranormal, eu disse que ele fez as mãos da aluna suarem por sugestão hipnótica, e hipnose não é um fenômeno paranormal, sendo que esta é, inclusive, estudada na psiquiatria (agora só falta vocês dizerem que Freud também é um mentiroso). Além disso, ele fez outras coisas, como induzir alunos a esquecerem algum número ao contar uma seqüência (ex: 1, 2, 4, 5…) e outras coisas que não são explicadas pela sua teoria infame.
É claro que é muito fácil para vocês negarem tudo, mas devemos sempre conhecer os dois lados para termos uma opinião idônea.
Convido o sr. e os leitores do portal a visitarem o sítio http://www.clap.org.br/ , que é também o site de Pe. Quevedo, uma das maiores autoridades de parapsicologia da América Latina. E antes que vocês digam que ele é padre e, portanto, o que ele diz não é válido, saibam que ele, em um de seus muitos cursos, criticou fortemente todas as religiões existentes, que ele afirmou serem 11 mil, e disse claramente que muitos dos que militam no próprio Catolicismo, incluindo muitos padres, deveriam estudar, aos invés de ficarem dizendo “bobagens” aos fieis. Disse, em especial, que o Espiritismo não é religião e que Allan Kardec, com culpa ou sem culpa, enganou o povo. Sugiro, até, que ele seja convidado, se possível, para a seção de direito de resposta. Mesmo não sendo português, pode ser interessante.
Quanto a não se poder falar que a origem do Universo é uma tolice, concordo, mas muitos ateus, não falando especificamente de vocês, consideram a visão criacionista uma tolice. De fato, se considerarmos que Deus é o Universo, o Universo existe e, logo, Deus existe. Da mesma forma, posso afirmar que toda evolução é, de certa maneira, uma criação. De qualquer jeito, eu não considero que o fato de uma pessoa não crer em um Deus a torne mais inteligente do que uma que crê.
Abraços.
O ateu é no fundo um ser que detesta não ter o controle da situação… esconde-se atrás da ciência (em minúsculo mesmo) tanto quanto o crente esconde-se atrás de uma seita ou religião. Enquanto o crente é supersticioso o ateu é um apostador… Isso mesmo! Aposta a todo tempo. A probablidade do universo, a probabilidade da vida, a probabilidade de tudo!!! Reduzem algo complexo em mero jogos de números e uma pitada de sorte (ou acaso que soa mais científico). Sempre precisam ajustar as constantes para fazer valer o seu modelo científico, embora os crentes reduzam todas estas constantes a deus (em minúsculo mesmo). Ambos, nas suas contradições, são muito parecidos… uns acreditam demais outros pouco. Na verdade, ambos precisam de respostas a todo tempo… o crente nos “sinais” divinos… o ateu em cada publicação de uma revista cientifica (ou dos livros do Richard Dawkins). Ambos acreditam estar com a verdade… O crente nos seus livros sagrados, sacerdotes, pastores e padres… o ateu nos livros cientificos e nos cientistas (verdadeiros sacerdotes dos tempos modernos). A verdade é que nem um nem outro tem as respostas… Seria muito bom para a humanidade que o ateu colaborasse para eliminar algumas crenças inúteis e nocivas, mas também seria bom que os crentes ensinassem os ateus a ver o mundo através de outra perspectiva… despido da prepotência e da fé cega na ciência. Penso que o Deus em que acredito não entra em contradição nenhuma com a verdadeira Ciência, pois quando realmente entendermos o significado de um o outro será facilmente compreendido.
“Enquanto o crente é supersticioso o ateu é um apostador… Isso mesmo! Aposta a todo tempo. A probablidade do universo, a probabilidade da vida, a probabilidade de tudo!!!”
E eu aposto que o Adilson também é um apostador. Aposta quando confia que o elevador não vai cair, aposta quando confia que os travões do carro vão funcionar, aposta quando confia que a água do banho vai aquecer, aposta, aposta, aposta… Só que para o Adilson é natural apostar nas coisas que o rodeiam frutos de descobertas cientificas. É tão natural que ele nem repara que está a apostar. Porquê? Porque a confiança que ele tem nessas descobertas cientificas é tal e a probabilidade de erro tão pequena que ele nem a considera.
Agora, metam deus ao barulho e aí as probabilidades já não contam; ele prefere confiar na sua fé pelas razões inversas em que tudo o mais na vida confia na ciência! E ele acha isso normal…
Boa noite!!! Esse senhor bem pode esperar uma vida inteira para ver algo paranormal porque quem tem alguma coisa, dom, algo inexplicavel, como queiram chamar tem medo de dizer aos outros, uma vez que as pessoas n o entendem e de qualquer maneira quem tem realmente alguma coisa n se mostra por dinheiro e como já referi n ão diz aos outros c medo de ser excluido. A nossa sociedade ridiculariza estas pessoas. Os médicos, psicologos, psiquiatras, pelo que oisso consideram estas pessoas ou esquizofrenicas, ou com depressoes, ou entao são malucas, o que as vezes acabam mesmo por ficar.
Existem coisas que a ciência não explica, FATO.
A Religião nada Explica – FATO.
A religião explica alguma coisa ??? NÃO
A ciência explica alguma coisa ? sim, e muitas…
Cada vez mais sobra menos espaço para as crendices religiosas a medida que a ciência avança.
Giovanne Nunes,
O que é que a religião deveria explicar?
Saudações,
Alfredo Dinis
Doze anos para provar o paranormal… Se calhar não sabem da história do James Randi não querer debater um astrofísico no assunto da vida após a morte.
Posso também dizer que o Kent Hovind também oferece não sei quanto dinheiro, a quem encontrar um “missing link” no registo fóssil ( teoria da evolução) . E já foram encontrados vários. Claro que o prémio nunca é oferecido, estes concursos têm sempre regras muito convenientes..
Giovane
é um facto que a religião nao explica tudo, mas que autoridade tem para reevindicar isso?
a ciencia esta sempre a mudar… um dia somos fruto do desenvolvimento devido ao ambiente (teoria Lamarkista) e, no outro somos mutações geneticas que se propagam….
Mas que verdade tao absoluta é a do senhor para estar estar smepre a mudar
cumprimentos
Ana Carvalho
Caros teístas,
As religiões sempre se propuseram a explicar, geralmente o inexplicável. E o mundo do inexplicável está ficando cada vez menor. Um dia era deus rá, tupã etc (deus sol, lua, fertilidade), noutro o deus ÚNICO da criação. Único, pero no mucho. Essa tal de santíssima trindade é duro de entender.
Não é o concurso do sr. Randi que tem regras convenientes. São os picaretas -todos eles- que têm desculpas convenientes, sempre depois do fracasso. Como diz o próprio:
“A rede de tevê BBC fez testes, duas vezes já, e uma vez a rede de tevê ABC, daqui dos EUA, também. Os homeopatas aprovaram o teste, disseram “oh sim, esse é um teste maravilhoso, isso vai provar que nós estamos certos”. Mas não es- tavam. Estavam errados e não ga- nharam o prêmio de um milhão de dólares. Já foram feitos três testes clínicos abrangentes com homeo- patia, que foram previamente con- siderados como adequados, justos e de nitivos, e que iriam mostrar se eles estavam certos ou não. E os homeopatas falharam. Mas sempre aparecem logo depois, dizendo coi- sas como: “Era quinta-feira, nunca funciona bem na quinta, o sol esta- va muito forte, ou a Lua estava em Júpiter, em quadratura com outra Lua, e sabemos que isso é péssimo sinal, ou Saturno estava em Sagi- tário, é algo muito difícil de se li- dar, não se deveria ter feito o teste então”. Eles sempre têm desculpas. Não, venham com as discordâncias antecipadamente para que possa- mos lidar com elas, nós podemos esperar até que a Lua e Júpiter não estejam em oposição, nós vamos esperar até que a situação esteja exatamente certa em relação a es- trelas e planetas, ou temperatura, umidade, pressão atmosférica, o que for necessário, vamos assegu- rar que tudo esteja exatamente de acordo e então faremos os testes. Mas eles não querem fazer desse jeito, preferem vir com as descul- pas depois.”
Vejam entrevista com o próprio em http://www.haaan.com/download/RTR03.swf
Sou um fã deste homem. Desmascarou muitos charlatães astrólogos, tarólogos; abduzidos por Ets e afins…
Ainda assim, ainda há quem acredite que o Uri Geller tem mesmo poderes sobrenaturais.(!!!)
Acho mal que ele acabe com o desafio.
Quanto à religião, nunca me debrucei muito sobre o que diz Randi sobre o assunto; tenho a ideia de que é ateu.
Também conheço um texto de Carl Sagan ( amigo pessoal dele), onde Randi é criticado por alguns exageros e extrapolações que faz.
Afinal, ele é um ilusionista com méritos reconhecidos em desmascarar mentirosos que usem ilusionismo dizendo que se trata de paranormal,mas não é um Físico ou Filósofo.
Nem sei bem se é o caso, mas deveria dedicar-se àquilo em que é bom, e não tirar conclusões sobre a religião; baseado em pagãos aldrabões que nada têm de religião.