A importância de um começo

Por Ricardo Silvestre • 21 Jan, 2008 • Categoria: Opinião

Em Portugal, a religião não é uma presença asfixiante. Estamos muito longe de sermos uma teocracia, ou até mesmo de ser um país onde é necessário estar todos os dias a relembrar que deve haver uma separação entre o Estado e a Igreja.

No entanto, o Clero em Portugal continua a ter demasiada reverência e a gozar de um excesso de atenção. Já repararam que qualquer coisa que se passe aqui no nosso burgo é logo razão para a comunicação social ir a correr perguntar às sotainas o que é que eles acham, ou neste caso, o que acha o “patrão” deles, uma vez que esse, nem “vÊ-lo”. Qual é a legitimidade que um padre tem para opinar em assuntos de ordem económica, social, científica, médica, etc. Não são esses senhores “formados” em Teologia? E desde quando é que essa “disciplina” os prepara para lidar com assuntos do funcionamento do mundo real? Pode ser que haja alguns, mas a esmagadora maioria destas pessoas não são economistas, não são cientistas, não são advogados, não são psicólogos, não são médicos. São contadores de histórias para consolar idosos ou para assustar crianças. Sentam-se nas suas torres de vidro, e acham que podem emitir pareceres sobre o governo da nação. Não, não podem.

Quanto à imprensa Portuguesa, seja do Estado, seja a privada, comecem a ter coragem de não colocar microfones nas mesas desses senhores por tudo e por nada, ou então dêem espaço para o “outro lado” poder rebater quando esses senhores estiverem a exceder as suas competências.

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Uma Resposta »

  1. Caro Ricardo.
    Seguindo a tua ordem de raciocínio, correndo o risco de cair no mesmo erro, gostaria de saber se as tuas habilitações literaria te permitem opinar sobre questões teologicas. A legitimidade na nossa sociedade vem, a par da representatividade, do interesse e novidade que cada opinião pode trazer à discussão. Ao ouvinte compete analisar e valorizar a opinião expressa. Por esse prisma nunca deveria ser pedida a opinião a qualquer outro movimento que não o PS ou o PPD/PSD uma vez que representa (?) a maioria dos eleitores.
    Quanto aos contadores de historias…tu lá sabes de quem falas, mas por vezes é muito facil falar do desconhecido.
    Grande abraço mas espero que dês mais luta que isso.
    João

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